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    Postfossil [ soft and tender extinction series ]

    A série de imagens intituladas Postfossil [ soft and tender extinction series ] fazem parte de um corpo de trabalho e investigação sobre a ideia de extinção e do binómio materialidade e imaterialidade. Aqui, através da impressão bi-dimensional de uma imagem, que se refere a um fóssil natural ou artificial, algo antes caracterizado pela sua matéria e tri-dimensão. O autor questiona, face ao antropoceno, o mergulhar do ser humano num ambiente virtual afastado da realidade física de nossos corpos e do espaço natural em nosso entorno, habitando inúmeros lugares mas, sem muitas vezes, existir emocionalmente ou matéricamente em nenhum.

    É também questionada a tactilidade e contacto. Muitas das nossas memórias estão tatuadas na pele através do toque e diálogo tátil criando uma arqueologia do corpo. Este, experiência tangível do que chamamos de realidade … De onde vem, em que se transformará? Quando se torna carne? Quando se torna sensível aos sentimentos, conectado com prazer, emoções, memórias … como se torna cicatriz e em seguida, memória novamente. Diferente do arquivo, de uma emoção fria e fossilizada num ambiente digital.

    Nessa arqueologia do corpo, vale ressaltar que devido à tactilidade surge um momento de sincronização de todas as línguas e quase todos os meios já inventados pelo homem (Santaella), o que nos faz questionar o que pode ser tocado e como pode ser tocado. Assim, o analfabetismo tátil de uma tela fria ou impressão digital poder-se-á tornar sensível ao toque? À emoção, ao afecto e, dançar como átomos transformando-se talvez num lugar sem memória, sem passado, eterno, até que a eletricidade desapareça.

    Estas imagens dialogam entre si, entre o flirt e purgatório de um kairos vs cronos, de matéria vs não-matéria, entre género e orgãos, entre espaço natural e corpo humano e suas co-relações simbióticas. Concha…, cobra… corpos fossilizados na frieza de imagens iluminadas como se de cristais líquidos se tratassem, recordam-nos de nossos próprios corpos que um dia também serão fosseis.

    Aqui, referência a orgãos feminino / masculino em contraponto com a imagem de um sex toy que, poderia ser uma raia / manta, planta…, contudo uma língua de silicone comandada por wifi, exponente máximo da biomimética e tentativa transhumana do principio do prazer, prótese esta também aqui impressa, fossilizada, arquivada como ensaio para uma ideia de #imoralidadedigital.




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